domingo, fevereiro 08, 2009

No mínimo curioso.


Hoje eu estava cansada. Cansada de pensar e sentar em frente ao computador para escrever algumas laudas de um trabalho de conclusão de curso. Então eu tomei a decisão de assistir um pouco da tv aberta. Que decepção!

Quanto mais eu tento me adaptar a alguma programação que não seja a da tv por assinatura, com o objetivo de observar o que os "grandes" canais veiculam para a audiência, eu mais crio repulsa. Eles nos fazem de idiotas. (ou seríamos mesmo uns idiotas que merecem uma programação imbecil?)

Levando-se em consideração a teoria na qual a programação é construída pela audiência, realmente o que assistimos é feito pra gente.

Agora eu me pergundo: será que as massas gostam mesmo de ver o sofrimento alheio, a felicidade alheia, a agonia alheia, a realização de um sonho alheio? Se isso de fato é assim, deveríamos pensar que as pessoas têm se satisfeito mais com a satisfação do próximo do que com as suas próprias?

O que eu quero dizer é que eu acho asbdurdamente estranho o homem deixar de viver a sua vida, de caminhar, de crescer, de viver porque o fato de ter um outro sujeito vivendo, caminhando, crescendo, com o qual ele estabelece qualquer tipo de identificação, é o suficiente. Alguns homens não precisam chorar, sorrir, sentir dor ou prazer porque já existe alguém que faz isso por eles.

Mesmo sendo por meio de uma forma catártica de "experiência", o homem observador já vivencia porque um personagem, uma pessoa famosa com a qual ele se identifica, vivencia.

Isso é muito bobo, não? Mas é o que acontece. É aquela história que justifica o alto sucesso do "Second Life". Vai entender.

Mas como eu sou do grupo das pessoas que gostam de experimentar coisas e situações por elas mesmas, me entedieie com os desabafos e o sofrimento de uma atriz famosa que ultimamente tem feito a mídia vender um monte de impresso e deixei a televisão com esta indagação.

Hoje em dia está todo mundo acomodado e as pessoas se contentam em conhecer os lugares pela televisão que hoje ainda tem o plus da high definition.

Eu prefiro guardar qualquer trocado que seja e conhecer por mim mesma novas locações, assim como sofrer por mim mesma, ser feliz por mim mesma, sentir prazer por mim mesma e por aí vai.

Acorde!

napontadodedo: valores retorcidos.