sexta-feira, julho 10, 2009

O segredo da Victoria



Creme. Muitos cremes. É assim que fica a situação cutânea. Cheiro de rosas, de bom - bom, de chocolate, de cera de depilação. Adoro o cheiro de líquidos rosa-claro que fica no quarto. É uma mistura de tantos olores que o ar se torna um coquetel de gases bem cheirosos. A gente sempre se abraça, sorri... "ai, saudade!". Todas nos jogamos onde dá, escutamos aquele set de músicas "over and over and over". A gente nunca cança. O quarto fica uma bagunça e sempre há várias tonalidades de pó espalhadas pelos lençóis. O banheiro fica uma desgraça.

Conversamos, rimos, falamos alto. Não paramos um minuto e mesmo assim a pauta de conversas nunca chega ao fim, mas chega a hora de tocar com a boca aqueles fiozinhos de massa que a gente cozinha por três minutos e depois tempera. Estouramos milhos e os comemos, mas só escovamos os dentes muitos minutos depois de ingerí-los.

O tempo passa rápido apesar de muitas vezes parecer estático enquanto estamos entre paredes que guardam qualquer tipo de informação veiculada naquele espaço. Música. Mais música, mais dancinha, mais conversas, mais pós coloridos, mais tudo outra vez.

É um "brain storm" de coisas engraçadas e inusitadas. Quanta criatividade. A gente nunca se cansa. Pode o mundo cair lá fora, a gente não tá nem vendo. Nem escutando, também. Quando amigas se reúnem é assim, desse jeito, dessa maneira. Cremes, muitos cremes.

Segredo da Victoria.