sexta-feira, setembro 11, 2009

hora hora


A arte de não fazer nada. Não sei fazer esta arte. Quisera eu fazer tudo e sempre iria existir a vontade de fazer o "mais um pouco".

De olho no relógio. Passar o dia calculando se as 24h darão para tudo o que se quer fazer, para tudo o que se tem para fazer. É essa a rotina que eu adoro. Detesto não ter compromissos ou preocupações rondando a cabeça. Qual a graça de não resolver nenhum pepino, de tudo dar certo?

A gente reclama, mas no fundo adora o dia apertado, os trabalhos de faculdade, pesquisa de TCC, matérias de rua, coletiva, uma pauta de última hora pra ontem...um milhão de textos para ler, outro milhão de textos para escrever.

O final do dia não é a hora do descanso, porque sempre tem uma coisa pra fazer. Tem uns que se descabelam porque o tempo os consome. Eu aprendi a dilatar o tempo. Também sei como se faz para ele correr ligeiro. Mas é segredo.

Sabe aquela coisa do "não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã porque o dia de amanhã já guarda as suas próprias preocupações"? Pois é.