quinta-feira, novembro 26, 2009

Peaches.


Sentiu falta de um chocolate meio amargo. Seu arroto estava com gosto de suco de pêssego. Depois de cantadas de pneu tomou um banho de areia que deixou o chão depois de um bater de vento. Rosas parecem não fazer tanto sentido agora.

Na porta de sua casa deixaram um quadro grande com uma imagem pouco familiar de um rosto que demonstrava um alívio em olhos pintados com delineador. Além do quadro, roupas que nunca usou e um saco cheio de algodões coloridos e lacinhos dourados.

Tudo o que queria agora era um chocolate meio amargo. Ah, os teimosos que reistem tanto em escutar. Queria querer tanto o natal, os planos, os doces e a certeza de um final não triste. Por que tanto medo de pular lá do alto num rio que se conhece? Medo, não. Falta vontade.

Seu lugar preferido agora é uma sala com muitas cores e duendes onde a vida não é levada tão a sério e as pessoas choram quando veem Amelie Poulin. Quanta bobagem em não deixar estar.

Deixa ela buscar sua Mother Mary, conhecer lugares pouco frequentados e fazer absolutamente nada sem ter que responder porque é tão prazeroso não deixar o tempo passar.