segunda-feira, dezembro 27, 2010

Detesto sapatos apertados. Odeio sapatos folgados.


Hoje não estou com vontade de fazer sexo e penso o quanto é complicado escolher sapatos. A primeira vista, um lindo calçado, de tão atraente, nos distrai dos eventuais desconfortos enquanto os experimentamos. A gente só sente os calos durante as andanças cotidianas. Isso é suficiente para repudiarmos o salto cromado escândalo.

Depois de muito dar com a cara na parede, desisti de sair só para comprar sapatos e roupas também. O encontro com o pisante e o pano que cobre as partes pudendas é um momento único. Algo inesperado que nos surpreende. Você passa, eles te olham e já foi. Paixão. O encanto é recíproco. Não adiantaram as inúmeras procuras. Quando tive que encontrar, achei. E me vestiu como se tivessem feito pra mim.

domingo, dezembro 19, 2010

Pensando em voz alta.

Sempre gostei de ouvir histórias. Quando criança, brincar de ser professora foi um dos meus passa tempos favoritos. Hoje, gosto de contar histórias e de transmitir conhecimento para as pessoas. Por isso escolhi o jornalismo como profissão. É maravilhoso informar, comunicar. Quem sabe das coisas, vai longe em suas conquistas e na imaginação. Crescendo com os livros nas mãos, os discos de historinha na vitrola e as fitas dos filmes no vídeo cassete, descobri que a melhor maneira de aprender é tendo prazer. Tão legal quanto o professor que ensina divertindo os alunos, é falar sobre um assunto de forma tão simples e direta que quem o escuta conta para o próximo como se tivesse escutado uma piada engraçada: sem esquecer nenhum detalhe importante.

Sou filha de pai arquiteto e mãe psicóloga. Cresci no meio termo. Entre a precisão e a subjetividade, sempre flertando com a linguagem artística. Me relacionando bem com números e letras, aprendi que é gostoso conhecer e apresentar pros outros também. Minha curiosidade sempre me fez amiga dos por quês. Impressionante como algo desconhecido me causa comichão. Uma inquietação aliviada conforme respondo meus questionamentos sobre o assunto. Quando descubro que é algo interessantíssimo, uma empolgação me acomete. Excitada, sempre vem a exclamação: as pessoas precisam saber disso!

Observadora, desde os primeiros anos do colégio percebi que alguns professores poderiam ser mais apaixonados por dar aulas. Lamentava não aprender as lições com um pouco mais de música, filme, teatro, desenhos e massa de modelar. Coincidência ou não, aprendi com um entrevistado, já adulta, que a linguagem artística é sim um instrumento da educação. Uma pena os educadores ainda se aterem apenas ao lápis e o papel. Na faculdade de Direito aprendi que o acesso à informação é direito fundamental. Isto explica porque é tão importante a liberdade de expressão. Na faculdade de letras entendi porque ler faz das pessoas seres humanos melhores. Na de design, compreendi a importância das formas e das cores. Estudando comunicação social vi como todos esses cursos se complementam porque tudo na vida gira em torno de emitir mensagem e receber mensagem, compreendendo-a. Ou seja, desde que nascemos, respiramos comunicação.

Unindo a minha habilidade de escrever e a paixão por texto escrito com a minha vontade de saber das coisas e ensiná-las para os interessados, decidi ser jornalista. Até ter certeza sobre a vocação, me formei em Direito e abandonei os cursos de Letras e Design, mas que foram importantes nas poucas lições que me ensinaram.

O mais gostoso do jornalismo é ser repórter. A ocupação tem a conversa e os questionamentos como os principais instrumentos de trabalho. Continuo perguntando demais. Me interesso pelo dia a dia da minha empregada doméstica que ficou viúva recentemente - com dois filhos pré adolescentes - aos 30 e poucos anos. Quero saber sobre as políticas públicas que colocarão em prática os artigos do Estatuto da Igualdade Racial. Entender como a célula sintética vai contribuir para a humanidade. Compreender porque o brasileiro elegeu uma mulher só porque ela está por trás de um homem.

Quero saber e contar para as pessoas. Com texto e imagem. No papel e na web. Comunicar e instigar meus leitores a refletir sobre sua própria realidade, ajudando a construir uma opinião pública mais consciente. Incentivar o debate, a discussão. Fazer as pessoas pensarem e tirarem suas próprias conclusões. Porque pessoas bem informadas querem mais informação bem apurada e bem escrita. Textos que aumentarão ainda mais o desejo delas de saber das coisas. Um ciclo vicioso saudável. Maravilhoso para o jornalista inquieto com o cotidiano, questionador da sua própria realidade e doido para investigar.

sábado, dezembro 11, 2010

A vocês que não conhecem a Amazônia


Quem nunca esteve na Amazônia não compreende quando o Pinduca canta “este rio é minha rua”. No início da colonização da Região Norte, portugueses e jesuítas usaram barcos e canoas como os principais meios de transporte para adentrar a mata amazônica à procura de especiarias e mão de obra barata. Para algumas comunidades amazônidas, o rio é a principal via pública. Não precisa viajar quilômetros para encontrar uma comunidade “quase” tradicional que more em palafitas construídas sobre as águas. Quem mora em Belém do Pará só precisa pegar um barco na própria cidade e passear alguns minutos para observar essa realidade.

Há alguns lugares específicos de onde partem embarcações. A escolha depende do seu bolso e do tipo de passeio que quer fazer. Já fiz vários desses passeios. Um dos mais divertidos foi almoçar na Ilha das Onças, localizada literalmente em frente à cidade de Belém. Os estudantes da Universidade Federal do Pará veem essa ilha todos os dias de uma das beiras de rio mais lindas da cidade (Belém poderia ter mais “janelas” pra baía de Guajará). Do campus básico é possível pegar um barco que nos deixa do outro lado do rio, direto em um restaurante que faz um peixe frito delicioso. E pra quem não tiver frescura e souber nadar, é só pular do píer da palafita e aproveitar o banho de rio. Quando o dia tá ensolarado tudo fica ainda mais lindo.


o transporte hidroviário seria uma ótima alternativa pra Belém

Pra quem preferir pratos mais elaborados e um conforto maior, é só ir ao Hotel Beira Rio e pegar um barco pra almoçar no restaurante do hotel localizado do outro lado da rua. Uma área grande que tem até trilha natural – pelo menos tinha nas várias vezes que fui. O ambiente é menos simplório. As mesas ficam em contato com a natureza e você ainda pode ouvir música ao vivo – pra mim, isso é totalmente desvantajoso. Não tem nada mais chato do que uma voz e violão/teclado pra atrapalhar a tua conversa com as pessoas queridas.

Os dois lugares são localizados na rodovia Artur Bernardes. O acesso é fácil e rápido quando não há trânsito. A área é próxima ao centro da cidade e pra quem vai de ônibus, há várias linhas que passam no local. Só tem que ter cuidado com os pertences e evitar acessórios chamativos. A área pobre tem muito assalto, principalmente à noite. Mas é sempre bom ficar atento. Nesta mesma rodovia há outros lugares de onde se pode pegar barco. As passagens são baratas. Não custam mais de dez reais ida e volta.

surpresas que a gente encontra no passeio de barco


enclausuraram o pobre do caranguejo

Os passeios de barco mais caros são realizados por companhias de turismo. É o peso do valor agregado da segurança, entretenimento e, às vezes, até uma comidinha. A paisagem que se vê em todos é muito semelhante: uma imensidão de água que não acaba, a vegetação de árvores com grandes copas e as comunidades ribeirinhas, uma das coisas mais curiosas desse mundo (depois eu conto pra vocês em detalhe). Da Estação das Docas – o Puerto Madero de Belém – partem barcos quase todos os dias. Geralmente ao som de carimbó e com o visual das saias floridas das paraenses que balançam muito bem as ancas, o barco parte.

Foi o passeio mais lindo que já fiz. Saímos no meio da tarde da Estação e voltamos no início da noite. O sol exibido iluminou a paisagem muito bem. Uma tarde agradável com um por do sol maravilho. Ele, o sol, antes de ir embora, pareceu que quis fazer um espetáculo especialmente pra população do barco. Pintou logo o céu de vários tons quentes que iam do amarelo, passavam pelo alaranjado e até pelo cor-de-rosa. Um lindo contraste com o azulão. Não bastasse isso, ele foi embora e veio ela, a lua. Redondona e gigante. Prateou a água e me deixou com cara de besta. Um visual que a gente só vê aqui. O bom da Estação das Docas é que depois do passeio ainda pode rolar uma broca firme. É só escolher um dos restaurantes. Todos com comidinhas deliciosas. Agora prepara o bolso porque é caro.

te garantes?

Mais barato e mais distante é o passeio pra Ilha de Cotijuba, localiza em frente ao Distrito de Icoaraci. Mais exige paciência pra enfrentar as três horas de viagem de Belém até a praia do Vai quem quer. Icoaraci - em tupi, de frente pro sol – é uma extensão de Belém distante do centro da capital cerca de 27 km. A viagem de ônibus dura quase uma hora. Sem trânsito, 40 minutos de carro. De lá, mais 40 minutos de barco para atravessar para Cotijuba. O passeio é longo, mas barato e super vale a pena. A paisagem do passeio de barco é a mesma, aliás, um visual interessantíssimo é ver em uma margem do rio a metrópole e na outra uma comunidade que ainda usa lampião.

A entrada da ilha é receptiva com barraquinhas que vendem tapioquinha e café com leite. Uma forra pra quem acordou cedo e não pôde comer nada antes de sair de casa. Na entrada da cidade, os curiosos já podem visitar as ruínas do educandário, local disciplinador para onde foram vários criminosos, durante o regime militar. Dizem que alguns deles foram jogados no rio e morreram afogados. Uma política do governo da época de “higienizar” a sociedade de Belém. Em frente às ruínas ficam estacionados as charretes e bondinhos, os meios de transporte que levam as pessoas às praias de Cotijuba (lá não tem carro). A mais popular é a praia de “Vai - quem - quer”. O nome já desafia os turistas. São 40 minutos de estrada de terra até chegar lá. Outra experiência antropologicamente interessante.

o meio de transporte

No passeio já dá pra conhecer um pouco da pequena ilha. A praia é grande, o banho é gostoso e o peixe frito, uma delícia. Mas tem carne, também. São refeições simples feitas pelas mãos dos pacatos paraenses de Cotijuba. Alimentos e condimentos a população compra nas tabernas ou mesmo em carroças que estacionam na beira da pista principal para comercializar suas iguarias, como o tucupi ingrediente do tacacá, pato do Círio e outras receitas paraenses. A tecnologia é mais distante daquela comunidade do que a outra margem do rio. Em pelo século XXI, ainda há homens que trocam a força braçal por uma fonte de renda. As famílias são pobres e tem um estilo de vida simples. A realidade deles é muito distante dos relógios e das buzinas urbanas.

Para aproveitar bem a ilha, o ideal é sair de Belém por volta de sete horas da manhã para então chegar na ilha às dez e aproveitar o dia. Durante a tarde, o bondinho parte da praia de Vai-quem-quer para o porto a cada uma hora. É só ficar atento para não perder o horário do barco da volta. Um dia em Cotijuba é cansativo, mas é uma experiência que todo mundo deveria ter. Há populações muito distantes do nosso modo de vida corrido e virtual que mantém hábitos tão igualmente distantes do nosso.

tucupi às pencas

o educandário

trabalho braçal ainda muito presente em Cotijuba

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Menos lixo, economia e criatividade


Por Andressa Gonçalves, Ísis Neto e Rosivaldo Almeida

foto: Camila Lima


Cerca de um milhão de garrafas pet foram utilizadas na decoração do Natal ecologicamente correto de Benevides. O material que iria para o lixo foi reaproveitado para a confecção de guirlandas, bengalas, pinheiros e toda a decoração natalina dos principais pontos do município. Os enfeites foram confeccionados na Fábrica dos Sonhos, um sítio localizado no município onde trabalham 150 pessoas contratadas pela prefeitura local. A decoração já está enfeitando as ruas do município e poderá ser vista até o dia 6 de janeiro.

O verde, vermelho e dourado que ocupavam o barracão da Fábrica dos Sonhos já anunciavam a chegada no Natal em Benevides desde o início de novembro. Pinheiros, bengalas, flores e bolas natalinas, feitos a partir de garrafas de plástico, enfeitam as principais ruas da cidade. Os adornos também decoram o prédio da prefeitura e das secretarias do município. Pontos que se tornarão turísticos no final do ano. Na Igreja de Nossa Senhora do Carmo será montado um presépio em tamanho real. A decoração se estenderá à Igreja de Nossa Senhora da Conceição, ao pier e à praça principal de Benfica, distrito de Benevides. Os artesãos aprenderam a confeccionar os enfeites em oficinas ministradas pela proprietária da empresa que produz a decoração natalina de Gramado (RS). Desde junho, os encontros são realizados uma vez por mês, em Benevides.

É a segunda vez que a prefeitura municipal investe no reaproveitamento das garrafas pet. A coordenação do projeto espera que o número de visitantes supere as 200 mil pessoas que compareceram ao evento em 2009. Turistas e moradores de Benevides que aquecem a economia do município a partir do consumo de comidas e artesanato comercializados durante o evento. Além de arrecadar dinheiro para a cidade, o projeto educa os visitantes sobre a importância do reaproveitamento de materiais que, na maioria das vezes, são jogados fora.

A campanha de coleta das garrafas é direcionada, principalmente, aos estudantes de Benevides. Eles foram motivados a trocá-las por cupons para concorrer a sorteios de brindes e informados sobre a importância de preservar o meio ambiente. A coordenação do projeto estima coletar cerca de um milhão de garrafas, dos 15 mil alunos envolvidos. Membro da coordenação, Izi Noronha disse que a população local já se mostra mais preocupada com a produção de lixo. "A conscientização do município aumentou bastante (desde o evento realizado ano passado)", observou. Para Rafael Silva, 19 anos, um dos artesãos que confecciona os enfeites, além de fonte de renda extra, o trabalho é uma forma de contribuir para a preservação do meio ambiente. "Além de me ajudar, ajuda o meio ambiente e eu fico muito orgulhoso com a decoração da cidade", disse.

O consumo sustentável também chegou à casa do engenheiro Marcus Vinicius Neto. Ele instalou um sistema de aquecimento solar em sua caixa d’água para obter água morna sem gastar energia elétrica. “A caixa d’água recebeu a cobertura de uma capa térmica que aquece com a luz solar”, explica. Marcus também planta em seu quintal vegetais para a alimentação da família. “Planto o que for possível, mesmo sem muito espaço reservei uma área para plantar temperos e algumas verduras, reutilizo a água da chuva para irrigar”, diz.

Para ele, a preocupação com o meio ambiente não é só um compromisso com o planeta, mas com toda a comunidade mundial, além de ser uma forma de reduzir os gastos domésticos. O consumo sustentável também se estende ao ambiente de trabalho. Sempre que possível, ele recicla o lixo e reaproveita materiais que poderiam ser jogados fora, com plástico e madeira.

Lixo reciclado pode ser fonte de rendafo

foto: Andressa Gonçalves

Quem coleta, ajuda trabalhadores da cooperativa do Aurá


Quem acha que o lixo reciclado não dá lucro está muito enganado. A mudança de pensamento quanto a este assunto é percebida desde a década de 1990 quando a mídia passou a utilizar o tema Ecologia. Mesmo sendo consciente, quem nunca pensou: “Será que dá para lucrar com lixo?”. Em Belém, milhares de famílias sobrevivem com o mercado da reciclagem. A reciclagem de metais é bastante presente na capital paraense e envolve empresas, sucateiros, caminhoneiros e catadores. Este último, por exemplo, é fácil de ser encontrado na disputa por espaço nas ruas da cidade.

A situação dos catadores de Belém tem características bem próprias. A sucata arrecadada é transportada por carroças puxadas por cavalos, ou ainda pelo próprio catador. Em sucatarias há uma tabela pronta que estabelece o preço de cada tipo de metal; do antimônio às latinhas de alumínio. Em média o preço do antimônio custa R$ 0,40 o quilo. Já as latinhas, R$ 2,20, mas para chegar a um quilo, o catador deve recolher cerca de 75 latas. O ferro vale apenas R$ 0,13 e o chumbo custa R$ 1. O metal mais valioso nas sucatarias é o cobre, que custa R$ 9 o quilo. A valorização deste material leva alguns a roubar os fios elétricos, feitos a partir do metal. O mesmo ocorre com tampas de bueiros, embora valham bem menos.

Quem trabalha neste mercado há mais de três décadas é Maria do Socorro Baía. Ela é dona de uma sucataria no bairro do Guamá e conta com a ajuda de seus quatro filhos. O trabalho consiste em comprar metais trazidos pelos catadores e revendê-los para empresas que reciclam ou para atravessadores, que então repassam para tais empresas, a maioria fora do Estado. “Uma vez por dia chega caminhão para levar o material que acumulamos em um dia, que é trazido por mais de 30 catadores que temos”, disse.

Quem sobrevive da coleta de materiais no lixo reconhece que o lucro é pequeno, mas é uma fonte de renda diante do desemprego. Alexandre Damasceno, 30 anos, trabalha há oito anos recolhendo metais que encontra no lixo. Segundo ele, os catadores, conseguem cerca de R$ 30, em média, se trabalharem 10 horas por dia. “Mas isso depende. Tem dia que é bom, que dá para tirar até uns R$ 80. Varia muito”, explicou. Outra maneira de ganhar dinheiro com a reciclagem é por meio da Cooperativa de Trabalhadores Profissionais do Aurá (Cootpa).

Ela foi criada pela Prefeitura de Belém e reúne 35 catadores. Separar o papelão, o plástico, o papel e o isopor do lixo. Esse é o trabalho diário de cada um deles. Ao todo, 15 dos catadores trabalham no Aterro Sanitário do Aurá. Os demais se dividem em grupo para fazer a seleção do lixo de condomínios e empresas de Belém. Dos criadores da cooperativa surgiu um grupo que separa o lixo doado em pontos na cidade.

Um deles é em um depósito da Big Ben, no Entroncamento. Oito catadores separam o lixo da empresa, sob a condição de também dar um destino ao lixo não aproveitável que a rede de farmácias produz. Depois de separado, o material é recolhido por caminhões da prefeitura e vendido para atravessadores e para uma empresa de reciclagem de Belém. A catadora Rosalinda Ferreira disse que a renda mensal varia de R$ 180 a R$ 250. “Com este dinheiro só dá para eu me alimentar; não sobra para nada”, pontuou. Ela mora com uma neta, mas para criá-la, conta com a ajuda da mãe da garota e de programas sociais do Governo Federal.

Segundo Elvira, 15 condomínios de Belém já fazem a coleta seletiva e doam o material para a cooperativa. “É necessário sensibilizar a população ‘de’ fazer a coleta seletiva, pois isto é bom para o meio ambiente da cidade e ainda ajuda dezenas de famílias. Com mais doação, vamos poder agregar mais catadores ainda à cooperativa”, disse.

Serviço: Condomínios ou empresas que também quiserem doar podem entrar em contato com o DRS pelo telefone 3039-3554.