segunda-feira, janeiro 17, 2011

Belenzita, me perdoa, mas o que eu sinto é uma tremenda vontade de partir. Tuas ruas arborizadas, tuas ruas de água, teus gostos e cheiros eu amo demais, mas tenho uma sensação de não pertencer a ti.

Hoje à noite, caminhando pelas ruas onde andei só de calcinha, numa infância na qual era possível andar de bicicleta na João Balbi, lamentei. Não faz mais sentido. A alegria que eu tinha quando voltava pra cá, pequena, depois de passar o ano todo em outra cidade, sumiu. Infelizmente valorizo a ignorância e má educação das pessoas. O clima quente e úmido que me deixa com cara de pão doce e me deixa esgotada. A pouca afinidade que eu tenho com a maioria das pessoas.

Eu nasci numa terra com a qual não constituí identificação. Uma pena. Admiro a cultura, mas não me identifico. Belenzita, me perdoa.