domingo, maio 22, 2011

chegadas e partidas

O aeroporto de Guarulhos vai ter sempre a cara dele. Eu vivi ali momentos que ficarão pra sempre aqui, dentro do coração. Da penúltima vez fiquei quase vinte horas naquele lugar que reúne tanto sentimento. Chegadas e partidas que trazem aperto ao peito e um monte de lágrimas. Aliás, quero dizer que não tinha nome mais perfeito pra esse programa da GNT. Uma ideia fantástica que traz a Astrid Fontenelle no seu melhor trabalho na televisão brasileira.

Tanto tempo no aeroporto de Guarulhos já nos tornaram íntimos. Já sei qual é o melhor banheiro pra chorar, o melhor lugar pra ler, pra tirar uma soneca, pra comer bem sem gastar tanto assim... pra passar o tempo. Um lugar que reúne gente de todo tipo, do mundo inteiro, onde a gente se sente porra nenhuma. Principalmente se você mora numa cidade pequena e encontra conhecidos em quase tudo quanto é lugar.

Lá eu conheci um paulistano que me vendeu pesos bem baratinho e ainda me deu moedas, porque as casas de cambio so trabalham com cédulas. De lá eu parti pra Buenos aires e vi um céu tão lindo. La esperei por quase vinte horas um aviao pra voltar pra uma cidade que eu detesto. Esperar nesse caso e duplamente ruim.

Em Guarulhos todo mundo espera, anda de um lado pro outro, carregada as vezes muita bagagem e fala linguas que eu nunca escutei na vida. Gente comum, gente estranha, gente diferente. Historias que se encontram em um mesmo espaco fisico. Historias que a Astrid conta muito bem, historia que a producao do Chegadas e Partidas seleciona com muito esmero. Tudo muito bem editado, dirigido, narrado e com uma trilha sonora maravilhosa.

Chegar no aeroporto de Guarulhos me da vontade de chorar. Sempre. E me aborreco sempre com a sala de embarque domestico sempre lotada, estressante por causa da voz estridente dos homens e mulheres que anunciam embarques e ultimas chamadas. Estar la e lembrar de coisa demais. Sempre choro vendo Chegadas e Partidas.