domingo, fevereiro 24, 2013

Sobre um pouco de preguiça


Há alguns anos tenho notado crescer em mim uma preguiça. Uma preguiça das pessoas, das rotinas, das mentalidades de maiorias, de comportamentos padrões, de reproduções de opiniões, de reprodução de comportamentos, de reprodução de "estilos de vida".

Uma preguiça que chega a me causar bocejo diante de frases padrões, conversas padrões, pensamentos padrões que criam em mim a enorme desconfiança de que muitos desses reprodutores e repetidores de atitudes não têm nem consciência do que estão fazendo, porque não agem em conformidade com o saber.

Padrões, comportamentos genéricos me dão preguiça. As pessoas não têm nem mesmo consciência de quem são, do que gostam, são inseguras. Vestem uma etiqueta, um rótulo que lhes agradam para se sentirem parte de uma comunidade e, portanto, aceitas, e viram mais um indivíduo expert em ser um PORRE. Ainda somos obrigados a conviver com isso cotidianamente.

São pessoas sem graça, preconceituosas (não restrinjo a um preconceito com gays e negros, vai muito além), apegadas a comportamentos e mentalidades. Pessoas que não se permitem ao NOVO porque têm MEDO. Isso me dá SONO.

As séries, os filmes, os livros e um punhado de seres humanos que escolhi a dedo para interagir ainda me abastecem com novidades e me surpreendem, me divertem. Uma energia que dá um gás, mas nem chega a compensar o tanto de energia que consumimos com pessoas que são um porre, chatas, PREVISÍVEIS. Porque esses seres humanos com identidade própria são únicos e tão raros e o exército dos chatos é muito maior.

Não é ser preconceituosa, mas como boa observadora que sou, te digo: basta prestar um pouco de atenção no cotidiano que dá para saber quais reações e comportamentos esperar de pessoas que andam para lá e para cá nas ruas de nossas cidades pelo simples fato delas REPETIREM comportamentos sem nem perceber.

Por isso gosto tanto de arte de rua, arte urbana. Elas tiram nossa mente desse tédio diário nos permitindo ter novas sensações, dirigindo nosso olhar e pensamento para outros pontos de vista, para novidades que aliviam o SONO que o dia-a-dia me traz. Ainda procuro um meio de não ser tão sugada e enfraquecida pelo sono que a maioria das pessoas me passa. É desanimador. Ainda tem aqueles invejosos, amargurados cujo prazer a aporrinhar a vida alheia, mas isso dá outro post.